Análise: Cruzeiro responde a mudanças e mostra que tem margem para muito crescimento.

Novo esquema funciona, time cresce no segundo tempo, e algumas individualidades aparecem; aproveitamento nas finalizações e espaço entre linhas de marcação geram atenção

FONTE: Por Guilherme Macedo — Belo Horizonte.

A noite de sexta-feira serviu de alento para o torcedor do Cruzeiro, depois de seguidos protestos por atuações (e principalmente resultados) ruins. A estreia de Ney Franco deixou esperança, não só pelo que o time apresentou, mas principalmente pelo que mostrou que pode apresentar.

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Foram dois dias de treinos. Nenhum técnico implementa filosofia nesse tempo, mas já deu, pelo menos, para ver que há uma ideia de jogo que fez o time crescer – coletiva e individualmente – nesse cartão de visitas.

O início de jogo foi bom. O Cruzeiro mudou o esquema (o que Enderson poderia ter tentado) e tentou pressionar o adversário desde o início, como precisa fazer quem não pode pensar sequer em empatar. O Vitória cresceu e mostrou que o novo modelo de jogo celeste terá de ser ajustado no que diz respeito ao encaixe de marcação. Os meias adversários tiveram liberdade, e os laterais do Cruzeiro, em certo momento, tiveram dificuldades de marcar, principalmente em função de dobras no ataque baiano.

O segundo tempo foi bem melhor, principalmente depois das entradas de Thiago e Régis. Ney ficou apenas com um volante, jogou praticamente só no campo do adversário e, com mais jogadores na frente, teve muito mais sucesso na marcação pressão. O primeiro gol poderia ter saído antes do que saiu. E, depois que a bola finalmente entrou, pelo menos mais três chances reais foram criadas. Na defesa, um único espaço, que quase custou a vitória. Fábio apareceu e garantiu os três pontos

Jogadores do Cruzeiro comemoram gol contra o Vitória — Foto: Divulgação/ Mineirão

Jogadores do Cruzeiro comemoram gol contra o Vitória — Foto: Divulgação/ Mineirão

O Cruzeiro ainda terá que apresentar muito mais para recuperar os pontos perdidos com a punição da Fifa e com a improdutividade dos últimos jogos. O elenco ainda precisa de peças. Marquinhos Gabriel (já no BID) e Iván Angulo (que depende da reversão da proibição no registro de jogadores) têm tudo para ser boas alternativas nesse esquema de Ney Franco. A marcação carece de ajustes (não só de agora), assim como o aproveitamento nas finalizações, mas a intensidade apresentada pelo time e algumas boas atuações individuais reacendem a esperança pelo acesso.

Fonte: LANCES DE QUALIDADE.

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Samuel Moreira da Silva

http://www.kadaesportes.com.br

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